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No começo tudo
são flores... O ditado é antigo, mas tem sido usado, atualmente, por
muitos casais para justificar as brigas e o tédio mútuo que se
instalam após alguns anos de casamento. Psicólogos e terapeutas
alertam, no entanto, que manter a individualidade e negociar as
diferenças é o melhor caminho para preservar uma união duradoura e
feliz.
Entre os motivos
das brigas mais comuns dos casais estão as crises financeiras, a falta
de tempo para passeios a dois e o suposto desinteresse na educação dos
filhos. Também são comuns as brigas por problemas cotidianos, como a
toalha molhada deixada em cima da cama, o futebol aos domingos e a falta
de cooperação nas tarefas domésticas. O importante, porém, é ter um
diálogo e também buscar maior aproximação com o parceiro para evitar
os conflitos.
Segundo a
psicóloga Bárbara Angeliz, "alguns ajustes na abordagem ao
companheiro podem garantir a paz no lar." Na hora de "discutir
o relacionamento" é imprescindível ter objetivos claros,
utilizando perguntas diretas e apresentando o assunto em tópicos",
lembra Angelis.
A psicóloga também afirma que dar uma pausa para o parceiro pensar
sobre o assunto também é importante, pois os homens não gostam de ser
pressionados para responderem a uma pergunta. Segurar levemente a mão
dele também pode ser uma boa forma de demonstrar que a intenção da
conversa é a reconciliação, como assinala Angelis.
Não sobrecarregue o parceiro
Muitos casamentos entram em crise por causa da cobrança exagerada dos
cônjuges, o que ocorre devido à sobrecarga de afeto, segundo a
psicanalista Dulce Barros. Ela aconselha os parceiros a manterem
amizades e interesses sociais, para não centralizar toda a necessidade
de afeto na relação a dois. "Casais sem espaço reservado a
terceiros dificilmente superam o esgotamento inerente às relações
longas", explica. Além disso, a psicanalista alerta que quem
preserva a individualidade está mais habilitado a conciliar os papéis
de pai ou de mãe com os de marido ou mulher.
A troca de experiências e confidências entre as mulheres é uma
terapia muito importante para a saúde do casamento, afirma Dulce
Barros. "Ao encaminhar um paciente para terapia em grupo,
acreditamos que ele possa se beneficiar das vivências ali relatadas.
Muita gente tende a supervalorizar seus problemas. Ao ouvir os dos
colegas, se identifica e percebe que não tem sentido, por exemplo, se
martirizar por um descontrole ou falha corriqueira", diz.
Algumas dicas para manter a felicidade no lar:
Prestar atenção nas necessidades do companheiro e respeitá-las, não
quer dizer abrir mão de sua liberdade e individualidade. Veja alguns
exemplos de como realizar os desejos do parceiro sem prejudicar a sua
independência:
Respeito -> Não
compare seu amado com o marido da sua amiga, porque ele vai se irritar.
A regra básica é não fazer com o outro o que não quer que ele faça
com você.
Companheirismo
-> Evite a frase "os homens são todos iguais". E tente
não falar " Eu não disse" quando algo de ruim acontecer.
Afinal, vocês estão ou não no mesmo barco?
Compreensão ->
Na hora em que ele está assistindo ao futebol, não adianta discutir os
problemas escolares das crianças. Conquiste a atenção do parceiro com
jeitinho.
Lealdade -> Ele
chega mal-humorado do trabalho e a deixa nervosa, com paciência,
deixe-o desabafar quando estiver mais calmo e ofereça seu conforto.
Paciência -> Se
você prefere ir ao cinema enquanto ele quer ir ao futebol, sugira o
programa para antes ou depois do jogo.
Carinho ->
Seguindo estes conselhos, você estará provando que valoriza as
necessidades de seu amado, e com certeza evitando crises sem motivo. A
partir daí, sobrará mais tempo para vocês trocarem demonstrações de
carinho!
(Texto de Vanda Gomes)
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